Companhia das Letras

Fundada em 1986 por Luiz Schwarcz e Lilia Moritz Schwarcz nos fundos da gráfica Cromocart, que pertencia ao avô de Luiz, a editora surgiu com foco original em literatura e ciências humanas, sempre atenta à qualidade do texto, das traduções, do projeto gráfico e do acabamento em todas as etapas do processo de edição. Em 2009 cruzou o Atlântico para se juntar à Penguin e lançar a coleção de clássicos universais e nacionais no mercado brasileiro. Em 2011, a Penguin adquiriu 45% das ações da Companhia das Letras. Em 2013, a Penguin se fundiu com a Random House, criando a Penguin Random House, o maior grupo editorial do mundo.

Da junção da editora paulista Companhia das Letras com a carioca Objetiva, em 2015, nasceria o Grupo Companhia das Letras, que reúne o mais expressivo acervo de escritores e poetas brasileiros.

O Bom Jesus e o Infame Cristo
Romance / 23 de Fevereiro de 2011

Esta é a história de Jesus e de seu irmão Cristo, de como nasceram, de como viveram e de como um deles morreu. A morte do outro não entra na história. O Bom Jesus e o Infame Cristo é um livro que já nasceu para ser controverso. Até no título. A aversão religiosa de Philip Pullman é algo que todo mundo já deve conhecer. Ela está extremamente enraizada no seu trabalho mais conhecido no Brasil: a trilogia Fronteiras do Universo (Objetiva). O que Philip Pullman busca nesse novo livro é criar um cenário de contestação e separação dos personagens histórico e mítico de Jesus. Para isso, “divide” as personas em dois irmãos gêmeos: Jesus e Cristo. Jesus nasce saudável, enquanto Cristo é um bebê frágil e doente. Protegido pela mãe, Cristo é a imagem das boas maneiras e estudante precoce dos textos sagrados, enquanto Jesus é avesso às leis e apaixonado pelos prazeres mundanos. Como eu disse acima, Pullman cria esses dois personagens para tentar criar um cenário onde seja possível ver as diferenças entre Jesus histórico e o Jesus mítico. Cristo é o responsável na trama de alinhar os relatos sobre Jesus de forma a serem coerentes e edificarem…

No Buraco
Romance / 24 de Outubro de 2010

Hoje vou inverter a ordem natural das minhas resenhas. Falarei primeiro do autor, depois do livro. Ok?  Então, curta e grossamente, vamos ao que interessa: Tony Belloto – caso alguém não saiba – é guitarrista de uma das maiores bandas de rock nacional – os Titãs. Mas para aqueles que passaram muito tempo viajando na maionese, devo avisar que o gajo é também autor de outros seis livros, além do que resenho hoje. Há quinze anos, Tony Bellotto lançava seu primeiro romance, Bellini e a esfinge, o primeiro de três livros que teriam o detetive Bellini como personagem principal (Bellini e o demônio e Bellini e os espíritos). Escreveu também BR163: duas histórias na estrada, O livro do guitarrista e Os insones. Além dos livros, apresenta, há onze anos, o Afinando a Língua, no canal Futura, e é cronista no blog da revista Veja. Achei  interessante apresentar, antes da resenha, o currículo literário de Bellotto para que vocês não pensem que No buraco é apenas uma aventura literária de um guitarrista que não tinha o que fazer. Não, Tony Belloto já flerta com a literatura – como vocês podem ver – há um bom tempo. E não que os outros…