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Li Cunxin

Li Cunxin, cuja história inspiradora foi imortalizada em sua autobiografia best-seller Adeus, China - O Último Bailarino de Mao e no filme homônimo aclamado pela crítica, continuou suas maneiras de mudar o jogo muito tempo depois de pendurar seus sapatos de dança. Tornou-se um bem-sucedido corretor da bolsa nos anos 90, apenas para deixar a lucrativa carreira para liderar uma nova geração de dançarinos como diretor artístico do Queensland Ballet, na Austrália.

Livros do Autor resenhados

Adeus, China
Não Ficção / 18 de Julho de 2012

Longa vida ao chefe Mao! Longa, longa vida! Durante a Revolução Cultural Chinesa, a frase acima foi estampada, entre outros, em posteres, fábricas, universidades e escolas. Numa dessas escolas – em Qingdao – estudava um jovem chamado Li Cunxin (para ajudar – ou não -, pronuncia-se “Lee Schwin Sing”). Li Cunxin nasceu em 1961 numa área rural perto da cidade de Qingdao. Filho de camponeses, viveu uma infância de extrema pobreza durante os anos da Revolução Cultural, mas teve a vida virada de cabeça para baixo quando, aos 11 anos de idade, foi escolhido para ingressar na Academia de Dança de Pequim. São os detalhes da trajetória de Li que conhecemos em Adeus, China – O Último Bailarino de Mao. Não tenho a menor hesitação em dizer que Adeus, China foi um dos melhores livros que tive oportunidade de ler. É uma biografia belíssima, escrita de forma leve cativante, praticamente romanceada. Agrada até quem não gosta de biografias, não tenho dúvidas. Mas é, acima de tudo, uma lição de vida das mais cruéis. “Mundo cruel” eu pensei, “em que crianças competiam com ratos por comida.” A pobreza da China rural dos anos 70 e 80 não é única, e muito…